Lorenzo Musetti, Stefanos Tsitsipas, Denis Shapovalov e Giovanni Perricard - todos esses se despediram na primeira rodada de Wimbledon e possuem outro ponto em comum: o mágico "one handed backhand", que apesar de encantador, não vem se mostrando tão eficiente na chave masculina da edição de 205 do Grand Slam britânico.
Dos 4 nomes, a eliminação que mais chocou foi a do italiano número 7 do mundo, uma vez que Musetti vinha de grandes resultados no saibro e Stefanos Tsitsipas abandonou a partida contra Valentin Royer. De modo geral, a escassez de tenistas que utilizam o backhand de uma mão e a quantidade de resultados negativos chama a atenção.
Em um contexto histórico, é impossível não citar o "one handed backhand" mais poderoso da história: a lenda Roger Federer já usou e abusou do golpe na grama sagrada, vencendo a competição 8 vezes e sendo, inclusive, o último detentor do golpe a levantar o troféu de campeão em Londres, no ano de 2017.
Outros grandes nomes da história do esporte já fizeram o "backhand especial" brilhar em Wimbledon, como: Boris Becker e John McEnroe (vencendo 3 vezes), Stefan Edberg (2 vezes) e, no feminino, a rainha Martina Navrátilová faturou a competição em 9 ocasiões.
No ponto de vista tático, o viés de uma mão passou a ser mais exigido com o nível de força e rapidez da bola do circuito nos últimos anos. Com um Tênis cada vez mais físico, as estratégias precisam ser, de certa forma, redobradas.
Vale lembrar que Daniel Evans e Grigor Dimitrov, que utilizam do backhand de uma mão, venceram na primeira rodada e seguem vivos no torneio mais tradicional do ano.

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